27.2.21

estas são as pessoas que consomem mais bebidas alcoólicas durante a pandemia

Durante a pandemia de coronavírus têm surgido diversas notícias associadas à venda e consumo de bebidas alcoólicas. Agora, é um estudo que vem dar a conhecer quais as pessoas que estão mais propensas e aumentar a ingestão de álcool durante estes tempos pautados pela presença da covid-19. Segundo a investigação, aqueles que sofrem de depressão e ansiedade são os que têm maior predisposição para aumentar o consumo de bebidas alcoólicas em tempos de pandemia.  

Este é o resultado de um trabalho levado a cabo pelos investigadores da Faculdade de Saúde Pública Global da Universidade de Nova Iorque, situada nos Estados Unidos da América. E que foi publicado na revista Galileu. O objectivo do trabalho passava por analisar como é que os factores de stress relacionados com a pandemia influenciaram o consumo de bebidas alcoólicas. E como é que aqueles que padecem de transtornos de saúde mental foram afetados. Do trabalho fizeram parte 5850 norte-americanos, cujos hábitos foram estudados entre Março e Abril do ano passado. Deste grupo, 29% revelou ter passado a consumir mais bebidas alcoólicas do que o normal. 

 

Pessoas com idade até aos 40 anos são aqueles que mais facilmente aumentam o consumo 

 

Realce ainda para o facto de que aqueles que sofriam de depressão clínica terem demonstrado ser 64% mais propensos a um aumento do consumo. Por sua vez, os indivíduos com ansiedade mostraram uma probabilidade de aumento de consumo de 41%. Tudo isto em comparação com pessoas sem qualquer transtorno psicológico. 

 

É realçado que a idade também é um factor a ter em conta. Pessoas com idade até aos 40 anos são aqueles que mais facilmente aumentam o consumo. Nesta faixa etária não se verifica grande diferença entre aqueles que têm (ou não) transtornos. “Esta subida no consumo de bebidas, especialmente entre pessoas com ansiedade e depressão, valida as preocupações de que a pandemia pode estar a desencadear uma epidemia de uso problemático de álcool”, explica Ariadna Capasso, uma das mentoras do estudo. 

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