23.9.20

o (raro) fenómeno chamado cristina ferreira

O mundo (televisivo nacional) parou quando Cristina Ferreira trocou a TVI pela SIC. Voltou a parar quando a apresentadora fez a estreia no canal com o seu novo formato. Voltou a parar (e ficou boquiaberto) com a saída repentina da SIC para voltar à TVI. E volta a parar hoje (23) para ver a estreia de mais um novo formato. Isto depois de já ter parado para ver um último Você na TV! ao lado de Manuel Luís Goucha.

Podemos não gostar da apresentadora. Podemos não gostar da mulher. Podemos achar a voz irritante. Podemos dizer que se veste mal. Podemos dizer que é saloia. Ou que é feia. Ou que é gorda. Ou que é magra. Ou que isto ou aquilo. Isto dependerá sempre de cada um. Mas aquilo que ninguém pode colocar em causa, gostando ou não de Cristina Ferreira, é o seu profissionalismo. É a ambição de ser a melhor no que faz. A sede de vencer. Bem e à sua maneira. E a forma como mexe com a televisão em Portugal.

Num breve exercício de memória, não encontro uma pessoa que consiga isto. Que deixe meio mundo a pensar naquilo que vai fazer. Que parem em frente à televisão para assistir a uma estreia, a um programa, ao que quer que seja. É verdade que Cristina Ferreira também perde. Mas no momento da vitória, ganha como poucos. Aliás, como mais ninguém. E este mérito ninguém lhe tira.

22.9.20

as polémicas orgias de matthias schmelz

Acompanhei atentamente a série de reportagens que a TVI fez sobre Matthias Schmelz, conhecido como o rei dos aspiradores. Apesar de existirem outros temas, o destaque vai para as alegadas orgias (desmentidas pelo próprio) que o empresário, de 58 anos, tinha com adolescentes e, em alguns casos, com menores de idade. Olhando para o panorama geral, existem muitos detalhes a reter nesta história digna de um filme.

Uma das maneiras de olhar para isto passa por culpar Matthias Schmelz de tudo. Afinal, era ele quem pagava às jovens mulheres para ter relações sexuais com elas. E este ponto é mais do que suficiente para olhar para o homem como sendo o vilão desta história. Ainda que, na minha modesta opinião, não seja assim tão simples. Sendo que não existem dúvidas que deverá responder pelos crimes cometidos. Disto não há dúvidas.

Fica claro que Matthias Schmelz tem um vício. Só isso explica o número incrível de relações sexuais que teve num curto espaço de tempo. O dinheiro gasto. Detalhes como as mulheres terem de estar sempre de saltos altos. Fica evidente que existe um vício em sexo e especialistas poderão analisar melhor os detalhes que envolvem este vício do empresário.

Alerta para os pais

Mas acho que é importante olhar para o comportamento das adolescentes que aceitavam fazer parte deste estilo de vida e que alimentavam o vício de Matthias Schmelz. Todas as adolescentes/jovens mulheres que falaram na reportagem assumem que participavam nestes encontros porque queriam. Porque era dinheiro fácil. Porque tinham acesso a um estilo de vida luxuoso. Porque eram bem tratada. E estes são apenas alguns dos motivos, salientando que não eram obrigadas a nada.

Existem também adolescentes que dizem ter mentido a Matthias Schmelz. Diziam ser mais velhas quando na realidade eram menores de idade. Isto porque queriam ganhar dinheiro. Podemos (e devemos) condenar Matthias Schmelz por este detalhe - mesmo dizendo que fazia tudo o que podia para confirmar a idade das jovens a quem pagava - mas não podemos desculpar as adolescentes pelo que fizeram.

Dedico-me um pouco mais a este detalhe porque deve ser um alerta para os pais. E para que não se pense que isto é um problema de famílias desfavorecidas, vejam a reportagem e descubram que existiam muitas "meninas de bem" que faziam parte deste esquema. Conheço muitas histórias de adolescentes que aliciaram homens para um envolvimento físico. Não falo de prostituição, mas de simples engates. Adolescentes menores que mentem na idade. E a verdade é que facilmente se pode confundir uma rapariga (ou rapaz) de 16/17 anos como tendo 18, 19 ou 20. A partir daqui funciona a forma de ser de cada um.

Vítimas de maus ambientes familiares?

Voltando à reportagem, não olho para aquelas adolescentes ou jovens mulheres como vítimas de Matthias Schmelz. Olho para elas como vítimas de um possível mau ambiente familiar. Que não deve ser confundido com falta de dinheiro. Que esse até pode abundar. Refiro-me a falta de atenção. De carinho e talvez de amor. Adolescentes que vão crescendo sozinhas, sem grande interesse/preocupação da parte dos pais.

É por isso que defendo que uma das lições a retirar desta reportagem é um estado de alerta que deve preocupar todos os pais. Para que as filhas (e filhos) não caiam em esquemas como estes. E acreditem que é mesmo muito fácil de acontecer. Bastam más companhias no círculo de amigos. Bastam algumas centenas de euros, jantares e outros detalhes de luxo. E facilmente passam a fazer parte de uma vida da qual pode ser complicado sair. Quando os pais se apercebem disto, pode já ser tarde e estar já uma vida "estragada".

21.9.20

sexo durante a pandemia? para a nathali só com luvas e máscara

Para falar de Nathali Pereira, poderia dizer que já venceu a edição alemã do concurso Miss Bumbum. Ou mesmo que já apareceu nas páginas da Playboy. Dois feitos dignos de registo para uma modelo. Ainda assim não é por isto que falo sobre a brasileira, de 28 anos. Os temas em destaque são a pandemia de coronavírus e o sexo.

Numa primeira análise, podes achar que não existe uma relação entre ambos. Mas há. Ao ponto de Nathali Pereira obrigar o namorado a usar máscara e luvas durante o sexo. É que todos os cuidados são poucos e a prevenção não se esgota nos preservativos. Como tal, e depois de ter tido conhecimento de um estudo levado a cabo pela universidade de Harvard, nos Estados Unidos da América, a brasileira passou a obrigar o namorado a usar máscara e luvas durante as relações sexuais.

“Sinto-me muito mais protegida. É com luvas ou não há nada para ninguém”, conta ao Daily Star. A modelo confessa também que o namorado começou por estranhar o pedido, mas que já estão habituados a esta nova realidade. E sexo virtual é algo de que Nathali Pereira não quer ouvir falar. “Não confio na Internet, não há segurança que ter sexo virtual”, defende. 

Como disse, foi um estudo que levou Nathali Pereira a mudar de opinião. E o que diz o estudo realizado em Harvard? Abstinência sexual e masturbação são considerados como tendo um risco baixo de contrair o vírus. Algo que muda, para o extremo oposto, quando falamos de sexo em casa de uma das pessoas.    

Sejamos sinceros, a abstinência sexual é complicada de levar a cabo. Por isso, os especialistas avançam com algumas sugestões de segurança para os momentos íntimos. A começar pela inexistência de beijos. E por dois duches, um antes e outro depois do sexo. A isto junta-se o uso da máscara de proteção individual. A No caso da modelo brasileira, para quem todo o cuidado é pouco, existe ainda o uso de luvas.