15.9.22

obrigado, roger federer

Sou jornalista desde 2006. Desde então que já tive a oportunidade de estar à conversa com muitas figuras públicas das mais diversas áreas. Devo ter meia dúzia (se tanto) de fotografias ao lado de alguém com quem estive à conversa. Autógrafos, muito menos.

A única excepção de que me recordo é Roger Federer quando passou pelo Estoril Open, em 2010. Cruzei-me com poucas estrelas (desta dimensão) com a simplicidade de Federer. Numa área em que o pensamento dominante é “sou o dono do mundo porque apareci 2 segundos na televisão”, Roger Federer é um exemplo de humildade e disponibilidade.

Foi assim com os jornalistas como com todas as pessoas com quem se cruzava a caminho do court e que atrasavam o seu percurso. Neste dia, e por ser algo que entendo que não devo fazer enquanto estou a trabalhar, pedi-lhe um autógrafo à saída da tenda da Comunicação Social. O momento ficou registado, sem qualquer pedido, pela lente da extraordinária Leninha (Helena Morais), uma das maiores fãs de Federer que já conheci.

Federer vai acabar a carreira e não será o ténis que irá perder uma lenda. É o desporto que fica mais pobre com o final da carreira de alguém que é um exemplo para todas as crianças que sonham um dia ser profissionais.

Obrigado, Roger Federer.