22.7.20

descobre o que a ciência tem a dizer da relação entre o consumo de pornografia e erecções

Há quem recomende o consumo de filmes pornográficos. Algo que deve ser feito em casal. Por outro lado, existem estudos que desaconselham o consumo deste tipo de produtos. É o caso daquele que irei falar nas próximas linhas. Posso dizer-te que aborda a relação entre o consumo de pornografia e erecções durante o sexo e que foi realizado pela Universidade da Antuérpia, na Bélgica.

Pois bem, indo directo ao assunto, a relação entre a pornografia consumida e as erecções durante o desempenho sexual pode não ser a melhor. A equipa de investigadores estudou 3200 homens europeus. Estes falaram abertamente sobre a vida sexual e hábitos de consumo de pornografia. “Verificámos que os homens consomem muita pornografia. Em média 70 minutos por semana, entre 5 a 15 minutos de cada vez”, refere Gunter de Win, professor e mentor do estudo.

Ficou provado que aqueles que consumiam mais pornografia eram também os que davam conta de alguns problemas em manter uma erecção durante o sexo. Aproximadamente 23% dos homens (com menos de 35 anos) que consomem pornografia pelo menos uma vez por semana, assumiram ter problemas. “Foi um número muito mais alto do que esperávamos. Descobrimos que há uma relação significativa entre o tempo passado a ver pornografia e o aumento de problemas de disfunção eréctil na relação com uma parceira”, acrescenta Gunter de Win, em declarações ao Medical Express.

Outros dados a ter em conta. 90% dos homens (que consomem conteúdos pornográficos) diz só ver as partes que mais lhes interessa nos vídeos. E apenas 65% defende que o sexo com a parceira é mais excitante do que ver um filme para adultos. Além disso, os consumidores habituais deste tipo de produtos têm tendência para procurar conteúdos sexuais mais extremos. O trabalho refere ainda que o consumo exagerado de pornografia leva ao vício. “Ainda há muito trabalho a fazer nesta área para apurar as razões para determinados comportamentos”, explica o autor do estudo. “Acreditamos que os problemas de disfunção eréctil associados ao consumo de pornografia têm origem na falta de excitação que o consumo de determinados conteúdos causa”, conclui. Fica prometido um novo estudo, desta vez centrado nas mulheres.

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