29.7.19

vamos lá falar da parte 3 de la casa de papel (mas sem spoilers)

Este texto é dedicado à Parte 3 de La Casa de Papel, e caso ainda não tenhas visto os 8 episódios, podes ler o texto sem qualquer receio. Isto porque não irá conter spoilers. Começo por dizer que sou grande fã da primeira temporada. E que poderia ter sido a única. Convém também recordar (porque muitas pessoas tendem a esquecer este detalhe) que La Casa de Papel só tinha uma temporada. Que foi produzida pela Antena 3 espanhola. Entretanto a Netflix comprou os direitos da série (que já tinha sido emitida em Espanha), editou os episódios – alguns eram muito longos – e dividiu os mesmos em duas partes. Que atingiram uma gigantesca proporção de sucesso.

Posto isto, posso revelar que sou um grande fã das primeiras duas partes de La Casa de Papel. Que para mim deveria ter ficado por aí. Porque a série estava brilhantemente concebida. Mas também não ignoro que aquilo que é uma série para mim, é uma fonte de rendimento para muitas pessoas. E quando há sucesso, é quase impossível não continuar uma série. Mesmo que exista um gigantesco risco de estragar tudo. E é isso que acontece com La Casa de Papel. O assalto à Casa da Moeda é tão bom que dar continuidade pode ser apenas para estragar.

Falando da Parte 3 da série, mentiria se dissesse que fiquei completamente desiludido. Até porque aquilo que mais queria (e que fazia mais sentido) é logo explicado no primeiro episódio. E isso é meio caminho andado para não estragar o produto na sua totalidade. Ainda assim, não considero que esta parte esteja ao mesmo nível das duas anteriores. Existem ingredientes que se tentam repetir com o mesmo sucesso. Existem detalhes que são quase colocados à força, apenas porque fica bem nos dias que correm e há uma “colagem” às duas primeiras temporadas em diversos aspectos. Quer seja de personagens (e falo dos novos) ou do avançar da história.

Assumo que estou a ser muito exigente com La Casa de Papel, mas as duas primeiras partes obrigam a que assim seja. Confesso que poucos foram os momentos em que fiquei realmente preso ao ecrã. A maior excepção é o último episódio, o melhor de todos. E aquele que talvez abra portas para algo mais emocionante do que o que aconteceu nos primeiros 8 episódios desta parte. Resumindo, não fiquei desiludido com aquilo que vi. Mas não posso considerar que esteja à altura daquilo que já tinha sido feito de forma brilhante. E este será sempre o maior risco de séries que se transformam em fenómenos mundiais.

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