23.10.19

varandas out

Apesar de benfiquista, tenho acompanhado a crise do Sporting ao longo dos últimos tempos. Até porque lamento que o clube não esteja num patamar equivalente à sua história e que não esteja a lutar com Benfica e Porto pelo domínio desportivo do futebol português. Sem estar dentro do clube, olho para o Sporting como um conjunto de equívocos. Fica a ideia de que é um clube mal gerido de ponta a ponta, algo que acaba por dar origem a planeamentos desportivos que deixam muito a desejar. Principalmente aos adeptos leoninos.

Podia passar largos minutos a escrever sobre contratações falhadas e como gestões ridículos, apontando o caso do treinador que só pode falar com os jornalistas na zona mista. Mas prefiro centrar-me no caso de Frederico Varandas, actual presidente do clube. Apesar de ter vencido as eleições num passado recente, é óbvio que neste momento os adeptos já não acreditam no dirigente que elegeram. E as manifestações públicas revelam isso mesmo. Sendo que, pessoalmente, não acredito que sejam apenas as claques que não estão ao lado de Varandas.

Ao longo dos últimos tempos, Varandas tem sido criticado por todos. É alvo das mais variadas piadas e é constantemente ofendido nos estádios de futebol. E este é o principal motivo deste texto. Isto porque não consigo compreender o motivo pelo qual não abandona o cargo de presidente. Ou, pelo menos, não convoca eleições, nas quais participa como opção para o futuro de um clube que chega a parecer não ter futuro.

É comum ouvir os dirigentes dizerem que estão nos clubes pelo amor aos clubes. Mas fica a ideia de que nem sempre existe amor próprio. Existe sim, amor aquilo que os cargos acabam por oferecer. E penso desta forma porque não acredito que alguém queira continuar num cargo quando é alvo de ofensas diariamente. Por mais que ache que é a solução, se não tem apoio e se é constantemente ofendido e enxovalhado, o melhor é sair de cena. E não vejo isto como sinal de fraqueza. Mas sim como sinal de amor próprio que não pode andar de mãos dadas com sede de poder.

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