2.10.19

o bom exemplo que resulta de algo mau e muito triste

Estou muito longe de ser o maior fã de Futebol Americano. Aliás, nunca vi um jogo do princípio ao fim. Ainda assim, já vi muitos filmes sobre este desporto e gosto de estar a par das notícias. Por isso, foi de boca aberta que vi aquilo que Vontaze Burfict, jogador do Oakland Raiders, fez a Jack Doyle, dos Indiannapolis Colts. Que, de forma resumida, foi uma placagem cobarde a um jogador que já está em queda.



Isto é algo muito triste. Mas que acaba por resultar num bom exemplo. É que a National Football League (NFL) fez a Burfict aquilo que nunca tinha feito a um jogador durante os 100 anos da competição. O jogador recebeu um castigo de 12 jogos, o mais pesado de sempre. A NFL justifica a decisão com base no uso de força desnecessária e ainda o contacto com os capacetes, algo que coloca em risco a saúde dos atletas. Com este castigo, a NFL passa uma mensagem aos fãs bem como aos jogadores, avisando que não tolera comportamentos destes e que tudo fará para evitar as graves lesões cerebrais dos atletas.

Durante o tempo em que está privado de jogar, Burfict também não irá receber ordenado, qualquer coisa como 1,5 milhões de euros. Infelizmente, Burfict é conhecido por este tipo de jogadas. E durante os anos que tem de NFL, falhou 22 jogos por castigo. Número que corresponde a 19% da carreira. Se transformarmos estes castigos em dinheiro, o jogador custou a si mesmo 4,2 milhões de euros. O ordenado que não recebeu durante os castigos. Valor ao qual acrescem multas no valor de 377 mil euros. Tudo por causa de um estilo de jogo excessivamente agressivo.

Li um pouco mais sobre o atleta e descobri que os problemas de Vontaze Burfict remontam aos tempos de escola. Considerado um dos melhores jogadores da sua geração, Burfict somava números impressionantes para um jovem jogador. Ainda assim, nunca teve grandes ofertas para bolsas. E acabou por rumar a uma universidade de terceira categoria. A falta de ofertas esteve relacionada com problemas de raiva, escreve-se nos Estados Unidos da América.

No início falei num cenário triste que resulta num bom exemplo. E defendo isto porque gostava de ver estas punições no futebol. Porque só assim podemos erradicar a violência excessiva e desnecessária do desporto. Venham castigos severos, multas pesadas e ausência de ordenado durante o tempo em que estão privados de trabalhar devido a comportamentos errados. E até a privação de jogar enquanto o adversário não recuperar de uma lesão grave que resultou de um comportamento excessivamente violento.

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