17.1.20

jakson follmann, de uma das maiores tragédias de sempre para os palcos do sucesso

Existem datas que ficam para a história do futebol. Umas pela positiva, outras pela negativa. A de que vou falar é uma das mais negras de sempre. Falo do 28 de Novembro de 2016. Foi nesse dia que o voo 2933 da LaMia caiu. A bordo seguiam jornalistas, dirigentes e praticamente todo o plantel da equipa brasileira da Chapecoense. Eram 77 pessoas, 71 morreram e apenas seis sobreviveram. Um destes é Jakson Follmann, que era um dos guarda-redes da equipa.

Jakson, hoje com 27 anos, sofreu lesões graves que obrigaram a que fosse amputada parte da perna direita. Chegava assim ao fim uma carreira que tinha sido sempre feita no seu país. Agora, Jakson Follmann está novamente em patamar de destaque. Tudo porque foi o grande vencedor do PopStar, um programa de talentos da Globo. O ex-jogador destacou-se a cantar grandes temas da música sertaneja e até já se fala numa carreira no mundo da música.




“Estou a analisar, em conjunto com a minha família, algumas propostas e vamos decidir o melhor para mim. Houve alguns contactos”, conta ao UOL Esporte aquele que é o embaixador da Chapecoense. Jakson Follmann contou com muito apoio nas redes sociais. Tendo também sido criticado e acusado de não merecer a conquista. Algo que só lhe deu força. “Reagia muito bem até porque eu era minoria, e isso também me ajudou a chegar sempre ao palco e a dar o meu melhor nas apresentações. Sempre tive os pés no chão. Cada domingo era um desafio enorme, então dependia muito de como sobressais em cada performance. Era tudo muito improvável. Quando cheguei à final procurei focar-me e concentrar-me bastante”, explica.

Ao contrário do que muitos possam pensar, a música não é uma novidade na vida do ex-jogador. Na verdade, até já cantava antes de ser jogador profissional. “Sou de uma cidade de 6 mil habitantes e quando era criança cantei nuns quatro festivais de lá. Tinha uns oito, nove anos de idade. Lembro com muito carinho e tenho saudades dessa época. Sempre gostei muito da música e em querer aprender. Tínhamos uma bandinha de amigos, reuníamos-nos todos os sábados para ensaiar, era muito bom pois ali fazíamos o que gostávamos muito”, diz.

Ainda assim, não esconde que a música assumiu papel importante durante os tempos em que esteve internado depois do grave acidente. “Quando ficava muito agitado os meus familiares colocavam uma música para mim e acalmava-me. A música foi, é e sempre vai ser muito importante na minha vida”, termina.

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