24.9.18

não deixar morrer a criança que há em nós (mas com cuidado)

Todos nós já ouvimos alguém dizer que não devemos deixar morrer a criança que vive em nós. Um modo de pensar que é muito verdadeiro e que recomendo a todas as pessoas. Ainda que seja necessário acrescentar um ps a esta ideia.

Uma coisa é não deixar morrer a criança que vive em nós. É dar continuidade ao espírito que vive nas crianças e que ajuda a que sejam muito mais felizes e divertidas do que muitos adultos. Manter vivo um espírito brincalhão é uma coisa, ser uma criança num mundo de adultos é algo completamente diferente.

Ser infantil no trabalho não é dar vida à criança que vive em nós. É algo errado e despropositado. Ter atitudes infantis em momentos sérios não é dar vida à criança que vive em nós. E podia passar o dia a dar exemplos.

Convém não misturar as coisas. Até porque é uma mistura de conceitos que acaba sempre mal, em determinado momento. Mas como vivemos numa era em que tudo se confunde, é cada vez mais comum encontrar pessoas infantis em cenários onde isso não se exige. E são as mesmas pessoas que se esquecem de ser criança quando o deveriam ser.

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