12.3.21

época mais negra da história do colo-colo marcada por ameaças de morte aos jogadores

Quando estamos no Chile e o tema de conversa é o futebol, é quase obrigatório destacar o Colo-Colo. Até porque estamos a falar do clube mais tradicional daquele país sul-americano. E o único que conseguiu conquistar a Libertadores. A isto juntam-se os 32 títulos de campeão nacional. O que faz com que ninguém imaginasse no início da época que o histórico emblema chegaria à última jornada com a possibilidade de descer de divisão.  

Mas foi o que aconteceu. Aquela que está a ser descrita como a época mais negra da história do Colo-Colo poderia ter culminado com a descida de divisão. Algo que seria histórico para o clube, que nunca foi relegado para os escalões inferiores do futebol chileno. Antes de avançar para o jogo do tudo ou nada, é importante salientar o que aconteceu antes daqueles que foram os 90 minutos mais importantes do clube de Santiago. 

 

“Ou ganham ou vamos matar-vos" 

 

Os dias que antecederam o embate com o Universidade Concepción (que também lutava pela permanência) foram marcados por um ambiente de terror. Tudo graças à forma como as claques mais radicais do clube lidaram com o mau momento da equipa. Um dos exemplos foi a tarja com que os jogadores foram brindados antes da viagem para Talca, onde decorreu o jogo. “Ou ganham ou vamos matar-vos", era o que se podia ler. Também o Universidad Concepción lidou com ameaças por parte da principal claque do Colo-Colo. A unidade hoteleira em que a equipa estava hospedada ficou cheia de panfletos alusivos ao jogo. “Não saem vivos de Talca”, podia ler-se.  

 

Pablo Solari evita descida histórica 

 

Tudo isto fez com que o decisivo jogo fosse disputado com uma enorme atenção por parte das autoridades chilenas. Quanto ao jogo jogado, a equipa que ganhasse evitava a descida. Em caso de empate, haveria prolongamento e, se necessário, grandes penalidades. Algo que acabou por não ser necessário. O Colo-Colo acabou por vencer por 1-0, com o golo solitário a ser apontado por Pablo Solari. Que passa assim a ser uma espécie de herói da época desastrosa do clube. 

  

Formado nos argentinos do CA Talleres, o ponta-de-lança de 19 anos chegou este ano ao Colo-Colo. Curiosamente, este foi o único golo que o jogador, que também pode ocupar a posição de extremo esquerdo, apontou nesta época. Por sua vez, o Colo-Colo recorreu às redes sociais para deixar uma mensagem depois de uma época desastrosa. “A temporada acabou. Obrigado pelo seu apoio, incentivo e perseverança em um dos anos mais difíceis da nossa história. Concluímos o trabalho. Porque aqui existe garra, coração, impulso e coragem. Vamos Colo-Colo!”, pode ler-se. 

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