3.3.21

daft punk... só one more time por favor

Só agora é que falas sobre os Daft Punk? Sim, porque não está fácil digerir a notícia. Acabou da mesma forma como têm sido pautados os anos de existência dos Daft Punk. Foi de forma enigmática que foi conhecido o final da dupla francesa de música electrónica. Nas redes sociais foi partilhado um vídeo de oito minutos que tem o título de Epílogo. Que é um excerto do filme de ficção científica Electroma, realizado pelo duo e que contava a história de dois robôs que se queriam transformar em humanos. Algo que reflete na perfeição a forma como sempre foram conhecidos.  

Este enigma do final da dupla acabou por ser confirmado à Pitchfork pela assessora de comunicação de Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter, até então conhecidos como Daft Punk. Apesar da confirmação do final do projecto, não foi dado a conhecer nenhum motivo que explique a decisão tomada pelos dois artistas franceses. Para a história ficam quase três décadas de um trabalho memorável que conquistou fãs em todo o mundo. 

 

Primeiro grande sucesso acontece em 1997 

 

Para falar dos Daft Punk é necessário recuar até à década de 90. Antes de serem Daft Punk, Guy-Manuel e Thomas estiveram juntos nos Darlin’. Se bem que os amigos juntaram-se pela primeira vez na altura em que eram colegas numa escola secundária de Paris. A banda de rock independente acabou por não ter grande sucesso, mas foi o ponto de partida para que a dupla começasse a aprimorar o talento com sintetizadores e drum machines 

 

Avançamos até 1997. Este é o ano que assinala o boom dos Daft Punk. É nesta altura que é editado Homework, o primeiro de quatro álbuns completos. É visto como o trabalho que muda a dança dos anos 90 graças a temas como Da Funk, BurninRevolution 909 e Around the World. Ainda hoje é visto como um dos melhores discos de estreia de todos os tempos. Em 2001 é a vez de o mundo ficar a conhecer Discovery. Que é editado como temas como One More Time, Digital Love e HarderBetterFaster Stronger. É nesta altura que é criada a imagem robótica que se manteve ao final dos Daft Punk. Em 2005 é a vez de Human After All. Um ano depois passam por Portugal e atuam no Festival Sudoeste, não voltando a atuar no nosso País. 

 

Poucas digressões e último álbum em 2013 

 

E falando de actuações, a verdade é que os Daft Punk nunca foram dados a uma grande quantidade de concertos e digressões. Isto quando o termo de comparação são outros grandes nomes do panorama musical mundial. Em 28 anos de existência, podem ser destacadas somente duas digressões à altura de um nome como os Daft Punk. Daftendirektour, em 1997 e Alive 2006/2007. Voltando aos discos, em 2013 é lançado Random Access Memories, que ninguém imaginaria ser o último de originais. Trata-se de um trabalho memorável em que o grande destaque (pela popularidade) vai para Get Lucky. 

  

Apesar deste ter sido o último trabalho de originais, o duo francês que revolucionou a música electrónica manteve-se muito activo no mundo da música. Exemplo disso é o toque especial que deram a Starboy e I Feel It Coming, dois dos grandes sucessos de The Weeknd. Tendo feito o mesmo com Overnight dos Parcels. Existem ainda trabalhos feitos de forma individual por Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter. 

 

Rumores de nova digressão 

 

Numa altura em que cresciam os rumores de uma nova digressão, algo que o duo chegou a desmentir de forma oficial, é anunciado o final dos Daft Punk, pelo menos enquanto duo. Resta aos fãs acreditar que será uma separação temporária. E esperar que ainda exista muito material para partilhar com a legião de fãs que lamenta esta notícia um pouco por todo o mundo. Se for mesmo o final, existe um vasto leque de grandes temas para recordar. E que ficarão para sempre marcados na história da música. 

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