20.11.20

afinal, elas também podem ser viciadas em pornografia

O vício em pornografia é habitualmente associado ao sexo masculino. Agora, é a ciência que vem revelar que, tal como eles, também elas podem ser viciadas em conteúdos pornográficos. Esta ideia resulta da conclusão de um estudo levado a cabo pelas universidades de Connecticut, Yale e Califórnia, nos Estados Unidos da América. Segundo os investigadores, os efeitos do acesso constante à pornografia são semelhantes em ambos os sexos.  

A pesquisa, publicada na revista Addictive Behaviors, contou com 121 mulheres universitárias. Estas, antes de participarem no teste, responderam a diversas perguntas relacionadas com a sua sexualidade e consumo de conteúdos pornográficos. Olhando para os resultados, nota-se que 16% das mulheres veem pornografia mensalmente. Valor que sobe para os 47% no caso dos homens. 

 

Ainda assim, os investigadores garantem que a probabilidade de desenvolver um vício é igual para eles e para elas. Para chegar a esta conclusão, foram apresentadas às participantes imagens de cariz erótico. Bem como de objectos tão comuns como lâmpadas ou relógios. Aquelas que consomem pornografia tendem a aproximar-se das imagens eróticas durante o estudo, algo que não faziam em relação às fotos neutras. 

 

“As nossas descobertas mostram que o consumo de pornografia pode resultar em mudanças comportamentais semelhantes às que são observadas com o vício de outras substâncias. Além disso, as nossas descobertas desafiam a suposição de que o consumo de pornografia é em grande parte um fenómeno masculino. Em vez disso, o nosso estudo fornece evidências de que muitas mulheres também consomem pornografia e que, como os homens, enfrentam problemas relacionados com o consumo”, explicam os investigadores Skyler Sklenarik e Robert Astur ao site PsyPost. 

 

“Muitas mulheres também consomem pornografia” 

 

É feita a ressalva do facto de o estudo ter sido efetuado com alunas universitárias. O que não deixa perceber como funcionará com outras populações. “No futuro, gostaríamos de usar essas descobertas para projectar e implementar tratamentos potenciais destinados a reduzir o uso problemático de pornografia”, acrescentam. 

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