29.4.20

fica a saber como será feita a reabertura dos ginásios

Não é novidade para ninguém que a pandemia de coronavírus está a causar muitos danos aos mais diversos negócios. E os ginásios não escapam aos efeitos desta maldita doença. Se olharmos para os Estados Unidos da América, encontramos notícias de várias cadeias de espaços fitness que estão prestes a encerrar as portas. Esta realidade irá ser também, infelizmente, a de muitos ginásios portugueses.

Uma análise efectuada, em Março, pela All United Sports previu uma quebra no volume de negócios anual superior aos 40%, algo que se traduz numa verba superior aos 100 milhões de euros. Numa altura em que estamos prestes a voltar à “normalidade” das nossas vidas, os ginásios vão continuar a lidar com bastantes problemas, com receitas muito abaixo do normal funcionamento, anterior à pandemia.

Tendo por base aquilo que tem acontecido a nível internacional, a All United Sports apresenta um conjunto de medidas preventivas que serão fundamentais para a reabertura dos ginásios em Maio. Realço que estas já foram implementadas, com sucesso, em países como a China. É bom ter em mente que é certo que os ginásios vão voltar a abrir portas, mas que nada será como dantes. E esta nova realidade será aquela com que teremos de lidar durante muito tempo. Vamos então às medidas.


Primeira fase (duas primeiras semanas)

- Controlo de entradas limitado ao máximo de 1 pessoa por 4 m2 de área aberta;
- Medição da temperatura à entrada do ginásio;
- Utilização de tapetes desinfectantes para limpeza do calçado;
- Obrigatoriedade de utilização de máscara por colaboradores e clientes;
- Disponibilização de desinfectante das mãos e toalhetes nas diferentes zonas;
- Obrigatoriedade de o cliente trazer a sua própria toalha;
- Recepção com áreas delimitadas de circulação e acrílicos para protecção dos funcionários;
- Zona de cardio-musculação limitada a 50% da ocupação, com os equipamentos desligados de forma intercalada;
- Zona de musculação apenas com 1 pessoa por cada 3 m2;
- Aulas de grupo, serviços de spa, saunas, turcos, piscinas e duches encerrados;
- Cacifos fechados de forma intercalada, permitindo apenas 50% de ocupação;
- Suspensão da mensalidade, sem qualquer perca de regalias, a sócios que façam parte dos grupos de -risco (mais de 60 anos ou com doenças preexistentes);
- Desinfecção constante dos equipamentos de cardio-musculação, cacifos e casas de banho com especial atenção às zonas manuseadas pelos clientes.

Segunda fase (terceira semana)

- Manutenção de todas as medidas de protecção individual e higienização dos espaços;
- Manutenção da ocupação máxima dos espaços e equipamentos definida nas duas primeiras semanas;
- Abertura das aulas de grupo com uma limitação a 50% de ocupação, com um mínimo de 1 pessoa por cada 3 m2, garantindo um intervalo temporal entre aulas de forma a não cruzar clientes e a permitir a renovação do ar dos estúdios;
- Abertura intercalada dos duches, limitada a 50% da ocupação, garantindo o distanciamento;
- Abertura das piscinas com capacidade limitada a 50% da ocupação e impossibilidade de aluguer de material (toucas, óculos de natação, etc.).

Terceira fase (quinta semana):

- Manutenção de todas as medidas de protecção individual e higienização dos espaços;
- Avaliação das medidas de limitação de ocupação das diferentes áreas e serviços, ponderando-se a subida da ocupação máxima para 75%.
- Avaliação da abertura dos serviços de spa, saunas e turcos;

Realço que esta análise e medidas dizem respeito aquilo que foi feito a nível internacional, a pensar na segurança de todos. Bem como na forma de evitar que os ginásios fechem portas. Acredito também que as medidas a implementar em Portugal não serão muito diferentes destas.

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