22.4.20

é por isto que 80% dos atletas profissionais acabam falidos

Ronaldinho Gaúcho voltou a estar nas bocas do mundo. Aquele que foi um dos melhores jogadores da sua geração está detido no Paraguai. Isto depois de ter entrado no país sul-americano com passaporte falso. Depois de passar mais de 30 dias numa prisão, o ex-jogador foi transferido para um hotel de luxo, onde está em prisão domiciliária. Para que isto acontecesse, foi necessário pagar uma fiança de 1,5 milhões de euros. Ninguém sabe de onde veio este dinheiro, existindo rumores de que terá sido Samuel Eto'o - que jogou com o brasileiro no Barcelona - a pagar a verba. O que é certo é que esta polémica trouxe de novo à ribalta os problemas de muitos jogadores profissionais que ganharam muito dinheiro.



Por exemplo, Christian Vieiri (antiga estrela do futebol italiano) perdeu a fortuna com mulheres, póquer e negócios ruinosos. Ivan Zamorano, que brilhou no Real Madrid, assumiu que os maus negócios deram origem a problemas financeiros. Estes são apenas alguns exemplos mediáticos, mas um estudo feito pela Sports Illustratred revela que 80% dos desportistas acabam falidos. Agora, num outro artigo, é o El Mundo que avança com os motivos que ajudam a explicar estes números dramáticos. Recuperando um estudo de 2017, o jornal refere que os jogadores de futebol tendem a cometer os mesmos erros, vezes sem conta.

"Estima-se que cerca de 60% dos atletas de elite invistam em negócios do longo da sua carreira profissional, nos quais perdem 100% do que investiram nela"


Promessas de negócios que vão gerar muito dinheiro é algo que não falta aos atletas. E isto é algo que posso mesmo comprovar de fonte segura. Os jogadores recebem praticamente diariamente propostas de negócios que prometem mundos e fundos. O El Mundo recorda dois casos de negócios que nunca avançaram, mas que prometiam muito. O restaurante de Messi, do Barcelona, está parado há meses. Tudo por causa de parte do edifício que não aparecia na planta. Em 2008, Sérgio Ramos perdeu três milhões de euros com a falência da Lehman Brothers. Agora, e desde há cinco anos, o capitão deo Real Madrid tem investido em obras de arte.

"Estima-se que cerca de 60% dos atletas de elite invistam em negócios do longo da sua carreira profissional, nos quais perdem 100% do que investiram nela", pode ler-se no referido estudo recuperado pelo El Mundo. Que salienta ainda a ignorância que boa parte dos atletas tem em assuntos financeiros. O estudo, da autoria da PKF Attest, reforça a ideia de que é importante usar apenas parte do ordenado, economizando o restante.

Família que pode ser um problema


Existem diversos casos relacionados com pais de jogadores. Há histórias de progenitores que são fundamentais para que os atletas sejam mais responsáveis. Depois, existe o oposto. O lado do mau aconselhamento. O autor do estudo salienta que os pais tentam sempre ajudar, só que muitas vezes não têm conhecimento suficiente para o fazer. O jornal espanhol recorda a história de Xavi. Quando jogava no Barcelona, e mal-aconselhado pelo pai, investiu no sector imobiliário de forma desastrosa. Algo semelhante aconteceu com Raúl, antigo avançado do Real Madrid.

Histórias de amor com final pouco feliz


Casamentos e divórcios são os ingredientes de muitas histórias sem um final feliz. Por exemplo, Michael Jordan cedeu, no final de 2006, 155 milhões de euros no acordo de divórcio. Já Tiger Woods, envolvido num grande escândalo sexual, pagou 101 milhões de euros. Estes valores tendem a ser mais elevados quando existem filhos. O El Mundo recorda ainda a história que envolve Antonella Roccuzzo e Sofía Balbi, mulheres de Messi e Luis Suárez. Que abriram uma sapataria no centro de Barcelona, com o negócio a ter prejuízos de 150 mil euros.

Sempre os vícios


Drogas, jogos de azar e bebidas alcoólicas são mais alguns ingredientes que ajudam a explicar a falência de muitos desportistas. Existem muitas histórias em praticamente todos os países. Em Portugal pode dar-se o exemplo de Vítor Baptista, antiga glória do Benfica. Em Inglaterra, Paul Gascoigne. O El Mundo recorda Julio Alberto, que brilhou com as camisolas de Barcelona e Atlético Madrid e que teve o seu declínio por causa das drogas.

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