10.2.20

óscares: história e desilusão numa noite só

Foi necessário aguardar pela 92ª edição dos Óscares para nos depararmos com um momento histórico. Pela primeira vez um filme não falado em inglês levou para casa o Óscar de Melhor Filme. Falo de Parasitas, a longa-metragem coreana realizada por Bong Joon Ho. E este foi mesmo o grande vencedor da noite.

Há muito que um filme coreano não concorria para a estatueta dourada de Melhor Filme Internacional. Parasitas não só conseguiu isso, como ainda levou para casa mais prémios. Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Argumento Original. Estes são os prémios que colocam Bong Joon Ho e o cinema coreano nas bocas do mundo. Foi também a primeira vez, desde 1955, que o vencedor da Palma de Ouro (Cannes) vence o Óscar de Melhor Filme. Marty (1955) tinha sido o último projecto a conseguir tal proeza.

Para que uns ganhem, outros têm de perder. E no campo dos derrotados, o destaque vai para O Irlandês, de Martin Scorsese. Nomeado para 10 categorias, somou outras tantas derrotas. E só não estamos a falar de um desastre de proporções históricas porque A Grande Decisão (1977) e A Cor Púrpura (1985) conseguiram ter 11 nomeações sem qualquer prémio. 1917, que era um dos candidatos à vitória, também só conseguiu vencer nas categorias técnicas.

Por fim, existem favoritos que comprovaram a fama com que chegaram os Óscares. Falo de Joaquin Phoenix (Melhor Actor) e Brad Pitt (Melhor Actor Secundário).

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