4.2.20

cancro, essa palavra feia

Sou sincero, não gosto de falar de cancro. Não gosto do nome. Odeio a doença. E tenho medo dela. E se não gosto de falar desta doença é porque fez-me temer perder a minha mãe, tal como já me roubou mais pessoas do que gostaria. Podia resumir tudo isto palavras como “é a vida”. Mas em vez disso, prefiro deixar um pedido.

Esqueçam lá aquelas coisas de “aquele nunca fez isto, aquilo e mais não sei o quê, e morreu de cancro. Por isso, vou fazer o que bem entender”. Não pensem desta forma. Aproveitem a vida ao máximo, mas com cuidados. Existem comportamentos e hábitos que nos tornam mais vulneráveis para determinados tipos de cancro. Por isso, tenham cuidado.

Além disto, aos primeiros sintomas do que quer que seja, vão ao médico. Não deixem para amanhã. Não pensem que não é nada. Não adiem com medo do veredicto. Como em qualquer doença, quanto mais cedo for detectado, mais fácil será a cura. Façam análises e exames com frequência, pratiquem desporto e tenham uma alimentação saudável. Não digo que cortem radicalmente com os excessos. Façam deles uma excepção e não a regra.

Por fim, uma parte menos simpática. Quando (e espero que isto nunca aconteça) tiverem de lidar com alguém que luta contra a doença, tenham tudo menos pena da pessoa. Se alguém sabe como está, é quem luta contra a maldita doença. E a pessoa não precisa de estar sempre a ser lembrada do que tem. Nem a olhar para a pena, nada mais do que isso, ao seu redor. Por isso, amem essas pessoas. Mostrem amor. Façam tudo e mais alguma coisa para provocar um sorriso e esquecer o cancro.

E já que estamos a falar de pessoas, vamos aproveitar este dia, este alerta, para dizermos aqueles que amamos, o quanto gostamos deles. Não deixem para depois. Porque nunca sabemos se existe um depois.

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