5.11.19

his dark materials será melhor do que a guerra dos tronos. fica a saber porquê

Dois apontamentos iniciais. O primeiro, e menos importante, é que não sou o maior fã de A Guerra dos Tronos. O segundo, e mais chato, é que este texto contém alguns spoilers em relação a His Dark Materials, a nova aposta da HBO que estreou a 3 de Novembro. Posto isto, podemos avançar e quando chegares ao fim do texto irás perceber (ou ficar convencido) de que a nova série tem tudo para ser melhor e superar a fama daquela que dizem ser a melhor série de todos os tempos.

Primeiro ponto em comum. Tal como A Guerra dos Tronos, também His Dark Materials nasce da adaptação de livros de sucesso. Neste caso do autor Philip Pullman. Só que existe um pequeno detalhe que faz a diferença. A série surge depois de ter existido um filme. A Bússola Dourada (com Daniel Craig e Nicole Kidman) chegou aos cinemas em 2007 e é uma adaptação do primeiro livro da trilogia His Dark Materials. Este acabou por não ser um grande sucesso e nunca teve a (esperada) continuidade no grande ecrã. Mas se o filme era visto como o novo Harry Potter, a série carrega o peso de ser vista como a nova A Guerra dos Tronos.

Vamos agora aos pontos a favor de His Dark Materials. Para ponto de partida, posso dizer que a série da HBO tem tudo para conquistar aqueles que não perdiam um episódio de A Guerra dos Tronos e que ficavam acordados até altas horas para ver o episódio no momento da estreia. E isto acontece porque existem diversas semelhanças a nível de elementos. Mas tenho de ser sincero e defender que o universo criado por Philip Pullman consegue superar o de George R.R. Martin (o meu pedido de desculpas a quem fique ofendido com isto).

Está na hora de falar da protagonista. Lyra é interpretada por Dafne Keen, a menina que provavelmente viste em Logan. Lyra é uma jovem órfã criada na universidade de Oxford. E no primeiro episódio é evidente o cuidado de mostrar que estamos perante alguém muito inteligente e independente. Que está sempre acompanhada pelo seu daemon, Pantalaimon. E já falamos sobre isto. Ou seja, os detalhes cuidados jogam (e muito) a favor da série. Tudo está pensado ao pormenor. E isto aplica-se a figurinos, a cenários grandiosos e a personagens marcantes, como acontece com Lord Asriel, interpretado por James McAvoy. Isto faz com que sejas transportado para a série. Parece que estás mesmo lá.

Um erro muito comum em televisão passa por entrar a abrir. Ou seja, abres o jogo todo quando ainda só passou um minuto de série. Parece que não há mais para descobrir. Depois levas com episódios de seca e palha, até que, já perto do final, voltas a ter interesse. Este erro não será (aparentemente) cometido em His Dark Materials. Aqui não existe pressa em dar tudo em pouco tempo. Por exemplo (spoilers alert) no primeiro episódio é dado destaque a alguns pontos. Como a descoberta que Lord Asriel faz no extremo norte e na entrega da Bússola Dourada a Lyra. Mas não existe uma explicação para os daemons, as tais criaturas que acompanham os humanos. Ou seja, tens algo, mas não tens tudo. Existem alguns focos de destaque, mas nunca é aberto todo o jogo.

Uma das coisas que mais ouvia dos fãs de A Guerra dos Tronos é que existia uma excelente mistura entre elementos mágicos e política. Pois bem, também tens isso aqui. [Mais spoilers] No primeiro episódio Lord Asriel irá fazer uma descoberta que o leva a acreditar na existência de um universo paralelo no norte. Isto irá alarmar o Magisterium, a instituição religiosa que controla a sociedade e que irá querer manter o personagem debaixo de olho. Por último, e isto não será novidade para quem leu os livros de Philip Pullman. As histórias estão marcadas por enormes e profundas discussões em torno de temas como existência, vida e morte. Algo que irá estar presente em His Dark Materials. Por tudo isto, acredito que a nova série da HBO irá superar o sucesso e fama de A Guerra dos Tronos. Só o tempo dirá se estou certo ou não. Digo-te ainda que os novos episódios estreiam à segunda e que ficam também disponíveis na aplicação HBO GO.

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