27.11.18

body shaming só atinge os fracos

A polémica em torno de Júlia Palha reacendeu a conversa em torno do body shaming. Um mal que atinge muitos anónimos, mas que acaba por ser notícia quando os alvos são famosos, sejam eles nacionais ou internacionais. E nesta altura multiplicam-se as opiniões em torno do tema. E uma muito comum é a de que mulheres tão bonitas e bem feitas como Júlia Palha não sofrem com body shaming.

Cria-se a ideia de que o bosdy shaming só atinge gordos, magros, feios e sobretudo anónimos. Aqueles que não têm uma imagem pública que é defendida por muitos. E isto é dos mais errado que pode existir. Quem pode garantir que Júlia Palha não fica de rastos quando é tratada da forma como foi? E dou este exemplo porque é o mais recente. Quem pode garantir, sem ser a própria, que existe uma autoestima suficiente para não se deixar ir abaixo ou para não prestar atenção desnecessária às críticas?

Isto não depende da fama ou popularidade de cada um. Não são apenas os anónimos que ficam de rastos quando alguém lhe chama gordos, feios, palitos e por aí fora. E este é um dos males deste e de muitos outros problemas semelhantes. É acreditar que existem pessoas com quem podemos gozar porque aquilo passa num instante. E que só devemos ter cuidados com os fraquitos que ninguém defende.

O body shaming não é aceitável em nenhum cenário. E mesmo os “duros” que dizem que podem gozar com eles que não sofrem com isso, são, em muitos dos casos, os primeiros a ficar completamente de rastos quando são alvo de uma qualquer piada relacionada com o seu corpo. Porque a verdade é que ninguém gosta de ser vítima de gozo cheio de raiva (e não aquele que existe dentro dos grupos de amigos).

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