8.8.18

despedimentos e ansiedade

Portugal volta a deparar-se com um grande incêndio. Recordo-me de estar a sair de um café à 1h20 (de sexta para sábado) em Vila Nova de Milfontes e conseguir ver três focos do incêndio. A imagem, dada a distância, foi assustadora. Felizmente, não há vítimas mortais a lamentar. Infelizmente, são muitos os danos materiais.

À parte do drama em si, aquilo que mais me entristece em tudo isto é o aproveitamento político que se tenta tirar do drama dos portugueses. As pessoas estão a marimbar-se para o que se perdeu. Querem é um político despedido que isso resolve tudo.

Este modo de pensar e este constante aproveitamento diz muito de nós e daquilo que somos. E não deixa de ter piada que alguns dos críticos deixam a desejar, e muito, enquanto profissionais.

Num outro tema (que não deixa de estar associado aos incêndios) destaco a ansiedade. Viver em ansiedade é do pior que existe. Não descansamos em condições, não estamos acordados em condições, não fazemos nada em condições.

Detesto estar ansioso por causa de algo. Por mais que tente afastar a cabeça do que me deixa neste estado, acabo sempre a imaginar todos os cenários e mais alguns, dando muito mais destaque aos piores.

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