18.7.18

sensibilidade (ou falta dela)

O meu dia profissional é feito de textos. Palavras atrás de palavras. Vírgulas, pontos finais e de exclamação. Temas e mais temas, fotos e mais fotos. Pública-se um e que venha o próximo. Sendo que sempre tive cuidado redobrado com temáticas mais sensíveis. Coloco-me sempre no lugar do leitor.

Este é o meu dia-a-dia, as minhas rotinas. E cada profissão terá as suas. Inclusivamente os médicos. Se eu passo o dia com textos, eles passam com diagnósticos. Se eu faço textos, eles atendem pessoas. E o meu próximo texto é o próximo paciente de um médico.

A pequena grande diferença está no facto de diversos factores da vida estarem associados às rotinas diárias de um médico. Quero acreditar, e acredito mesmo nisto, que nenhum médico é insensível - a falar com um paciente - propositadamente. Lá está, é apenas a próxima consulta.

Isto sem esquecer que todas as pessoas têm dias maus e lidam com pessoas que nos fazem perder a paciência. Mas a verdade é que, quando somos pacientes, gostamos que nos tratem de forma especial, pelo menos com palavras.

E num mesmo diagnóstico, esta diferença nas palavras faz mesmo uma grande diferença. E peço desculpa pela redundância.

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