6.7.18

que grande, não te cansas?


Foram quase 20 horas passadas com o talentoso Bruno Gury no Gury Tattoo Studio. E abro um parêntesis só para salientar que é um grande orgulho olhar para os amigos de infância e perceber que trilharam caminhos tão bons que percorrem áreas tão distintas como a tatuagem, artes, restauração, beleza, alimentação e até à presidência da República.

Desde que comecei a tatuar a perna, principalmente na fase final, que tenho ouvido coisas como: "que grande, não te irás cansar?" E a melhor resposta que posso dar é desafiar essas pessoas a olharem, quando em pé, para as pernas, de modo a descobrirem se conseguem ver com detalhe a zona do corpo que tatuei.

Não fiz a tatuagem de ânimo leve. Ao desejo antigo de tapar a que tinha juntou-se à vontade de contar uma história, a minha história. Procurei os símbolos que queria é que vão fazer com que nunca esqueça certos detalhes da minha vida. E decidi avançar quando encontrei o que imaginava.

Confesso que talvez fosse incapaz de fazer algo semelhante no braço, por mais que goste. Porque aí sim, estaria sempre a ver a tatuagem. E é por isto que aconselho as pessoas a pensarem muito bem no que querem fazer e onde vão fazer.

E há algo que devem ter sempre em mente: poupar dinheiro não deve ser a primeira ideia. E dou sempre o mesmo exemplo. Se pagam mais de mil euros por um telemóvel que vai ser posto de lado mais cedo ou mais tarde, não queriam pagar muito pouco por algo que é para a vida.

De resto, quem quer uma tatuagem deve pensar por si. Deve ter em conta aquilo que quer e não aquilo que os outros preferem. Mas tenham atenção aos conselhos dos tatuadores sobre tamanhos, zonas e detalhes. Acreditem que eles não o dizem só por dizer. Sabem muito bem qual será o resultado final. 

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