3.10.17

Isaltino morais: odeia o jogo, não o jogador

A eleição de Isaltino Morais desperta em mim um misto de sensações. Por um lado vejo o homem que é adorado pela população de Oeiras. Algo que esta eleição reflecte e de que não duvidava. Por outro lado, é impossível não ver o condenado por crimes que ninguém quer ver associados a um político.

"É ladrão mas ajuda as pessoas", é uma das frases mais ouvidas. E que muitas pessoas dizem. E que faz o seu sentido. As pessoas partem do princípio que todos os políticos são "corruptos" e não se importam de ter um que a isso junta o apoio ao povo e o desenvolvimento de uma área. Isto faz com que não me surpreenda com a eleição. Aliás, já tinha dito que vencia.

Por outro lado, as pessoas condenam a corrupção na política mas continuam a votar em políticos condenados. O que tem o seu lado confuso. Mas confesso que não me espanto muito. É aquela maxima de odiar o jogo e não o jogador.

Isaltino Morais é um jogador de um jogo que as pessoas consideram viciado. O que faz com que o problema seja o jogo e não a eleição de Isaltino Morais. Porque, lá está, as pessoas percebem o jogo e preferem um "mau" jogador que é bom para as pessoas. É como aquele político que andou, nesta campanha, a distribuir notas à população com autógrafos seus. 

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