19.4.17

ainda é necessário falar de vacinação?

O surto de sarampo, que já levou à morte de uma adolescente de 17 anos, está a fazer com que se discuta novamente a vacinação das crianças. Até porque esta adolescente não tinha sido vacinada e foi contaminada por uma criança de treze meses que também não tinha sido vacinada. Esta informação, e este triste acontecimento, é mais do que suficiente para que os pais percebam os riscos que correm quando optam por não vacinar os filhos.

E mais do que discutir a vacinação dos filhos, é igualmente importante discutir a eventual responsabilização dos pais que decidem seguir este caminho. Por mais teorias que possam existir, escolher este caminho coloca a vida dos filhos em risco, criando um efeito bola de neve que se alastra a outras pessoas. Mas faz sentido discutir isto se estiver em cima da mesa a possibilidade de tornar a vacinação obrigatória, algo que não acontece.

Não sei como é que as coisas funcionam nos dias que correm mas recordo-me de que, na minha escola secundária, era necessário ter o boletim de vacinas em dias para fazer a matrícula. Quem não o fizesse, não podia matricular-se. É certo que existiam truques como apagar, estava escrito a lápis, a vacina que faltava de modo a efectuar a matrícula sendo que posteriormente era escrita novamente no boletim.

Por fim, e porque acho que resume tudo muito bem, deixo aqui a opinião do pediatra Mário Cordeiro. “Dizer mal das vacinas é um luxo de um país que já não tem, como há bem pouco tempo tinha, casos diários de meningite ou mortes por sarampo, como em 1994 [declarações anteriores à morte da adolescente]. A memória é demasiado curta e a arrogância demasiado grande”.

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