19.1.17

mulher furacão

Antes de ser jornalista trabalhei em diversas áreas. Por exemplo, trabalhei num centro comercial – Almada Fórum – na Sport Zone e em duas lojas de roupa. Dessa época, entre muitos episódios que davam para muitas histórias, recordo-me de dois momentos. De estar a trabalhar durante os jogos de Portugal no Euro 2004, o que significava ver o shopping praticamente vazio.

E de um dia em repentinamente o shopping ficou em alvoroço. Não se tratava de um roubo (algo que dava que falar) nem uma grande confusão com clientes. Era mais entre lojistas. Até que alguém diz: “a Ivete Sangalo está a passear no shopping”. E a “mulher furacão” entrou numa das lojas onde trabalhei.

Recordo-me de estar acompanhada de algumas pessoas. Mas aquilo que mais destaco é a sua simpatia. Cumprimentava todas as pessoas por quem falava. E guardo ainda a memória de uma mulher linda, elegante e muito vistosa. Os seus 1,77 metros já eram suficientes para se destacar. Em cima de uns sapatos de salto alto, com uns jeans justos, com um corpo elegante e com um sorriso contagiante ainda mais. Todas as pessoas reparavam naquela mulher, mesmo não sabendo quem era.

Aquele encontro com Ivete Sangalo foi o recordar das noites passadas no Moinho da Praia, no Samouco, na altura em que o espaço era bastante concorrido e onde era possível ouvir música brasileira ao ar livre, música disco na “cave” e rock na zona da mesa de snooker. Agora que releio este parágrafo percebo que estou a ficar "velho".

Recordei-me disto hoje porque um amigo partilhou um medley de Ivete Sangalo no facebook. E isso foi o suficiente para ficar o resto do dia preso nas músicas de uma artista de que gosto muito e que tem o dom de ter músicas que animam e até fazem dançar as pedras da calçada. E de música em música cheguei a esta, tão certeira para estes dias.

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