2.11.16

o dinheiro compra tudo

O dinheiro compra tudo. Ou quase tudo. Mas no que às pessoas diz respeito consegue comprar praticamente tudo. E os reality shows são apenas um dos muitos exemplos que podem ser dados sobre esta compra e venda. A maioria das pessoas está disposta a vender algo (a exposição da sua vida) a troco de um qualquer objectivo. E isto não é necessariamente uma crítica. Porque existem pessoas (é verdade que são poucas) que sabem aproveitar este negócio para atingir um objectivo profissional sem que se vendam a todos os níveis. Depois existem pessoas que até vendem a mãe, o pai e o canário por muito pouco. São opções.

Mas existem coisas que ainda conseguem ter alguma piada. Kim Kardashian é o maior exemplo de que a vida pessoal pode ser um negócio. É o maior exemplo de que é possível vender a intimidade (praticamente sem limites) a troco de muito dinheiro. E será a pessoa, ou aqueles que a rodeiam, que melhor sabe tirar proveito de tudo o que faz a nível pessoal. E o recente assalto a Paris é exemplo de mais um negócio à moda de Kim Kardashian.

O assalto deu que falar. Especulou-se muito. Ficaram coisas por responder. Mas o que é certo é que todo o mundo falou do ocorrido. Depois disto vem o sofrimento pessoal. Especula-se que Kim Kardashian está em choque. Afasta-se, por algum tempo, das redes sociais. Não quer falar sobre o que aconteceu. A situação em si, e quem já foi assaltado saberá mais ou menos como são os dias que se seguem, ganha um contorno maior, como tudo na vida de Kim e da sua família. Cria-se a ideia de que é um assunto que será enterrado sem ser abordado publicamente.

Até que aparece o dinheiro. Mais ou menos um milhão de dólares. Este é o preço que Kim Kardashian considera justo para abordar publicamente o assalto. Os detalhes do que terá acontecido naquela noite em Paris. Aquilo que não era assunto passa a ser um livro aberto. Desde que seja vendido pelo preço certo. Este é apenas mais um exemplo de que o dinheiro compra tudo. E também de que todas as pessoas têm um preço. É apenas uma questão de números.

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