22.2.16

tudo sem sair da mesa

Num destes dias almoçava com um amigo que me revelou ter aberto uma espécie de hostel em Lisboa com catorze quartos. Na mesa estavam oito pessoas. “Porque não me disseste nada mais cedo?”, perguntei-lhe. “Nesta mesa tens duas pessoas que te vendiam colchões de qualidade a um preço que não encontras em lado nenhum”, expliquei. “E aí ao teu lado tens uma pessoa que te vendia blackouts”, acrescentei. Por sua vez, este meu amigo dos blackouts precisava de um espaço para instalar as amigas da filha que vinham visitar Portugal.

Num outro almoço, com alguns dos mesmos amigos e com outro diferente, voltou a conversa dos colchões. Sendo que ainda existem os amigos que entregam cabazes, de produtos da zona saloia, ao domicílio. E existia agora o amigo que arranja perfumes a um preço que nenhuma perfumaria consegue acompanhar. E ainda quem arranje tintas a preços imbatíveis. Isto tudo sem sair da mesa. Isto tudo num grupo de dez pessoas, no máximo. Tenho os melhores amigos do mundo (que por acaso arranjam tudo e mais alguma coisa).

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